Sete anos

Hey y’all!

Bem… mais um da 17 de setembro. Com ele, ótimas lembranças sobre minha história. É neste dia que comemoro mais um ano de sala de aula, que agora somam sete anos de experiência. É uma data que muito significa para mim, uma vez que representa o aniversário do marco de quando descobri o que seria (até então) o maior ‘plot twist’ (como fala em português? – GIMENEZ, Luciana) da minha vida.
Aquele garoto novinho que só tinha feito uma prova para monitoria porque ouviu que uma colega de sala fazeria e – nerd que era – queria fazer também, por ser uma prova, acabou descobrindo o que se tornaria sua profissão e a paixão de sua vida. A partir daí, uma série de fatos contribuíriam para que eu estivesse, a cada dia, mais envolvido e engajado com a Educação. Fui um professor neste início, um professor mais à frente, um professor antes da Licenciatura, um professor durante a Licenciatura e sou um professor hoje, depois dela. Obviamente, nem tudo são flores; há momentos alegres e momentos não tão felizes, mas eles fazem parte. O magitério é um caminho complicado e requer paciência e devoção. Amo a sala de aula, e ninguém pode mudar isso. Eu não amo a sala de aula pelo espaço físico; pela língua inglesa, pela língua portuguesa ou pela redação; pelo saber. Eu amo a sala de aula pelo ser humano que está do outro lado e me ensina e me inspira, a cada dia, a ser um professor melhor, um ser humano melhor, um profissonal melhor; um educador, um eterno aprendiz; alguém com quem elx pode contar para aprender, ensinar, compartilhar, crescer e lutar.
Educar é um ato político, e educação é liberdade (palavras que devem ser usadas com muito cuidado nos dias de hoje, diante de tanta ignorância; segue ajuda para quem quer entender melhor). Eu queria que, somente durante um dia, as pessoas que não compreendem o organismo “sala de aula” por completo e não entendem a beleza e o poder da minha profissão pudessem passar um dia na minha pele: entender cada momento, presenciar cada instante que me faz ficar alegre, sentir cada arrepio que sinto, amar cada gesto me toca, admirar cada passo que meus alunos dão – de novo, não só como aprendizes, mas como seres humanos. Em tempos sombrios, como os que estamos vivendo – em todos os aspectos -, preciso aproveitar e clamar pela Educação libertadora que pregava Paulo Freire. Não vou ser utópico e dizer que, a partir do momento que a Educação melhorar (e vai, eu creio), todos nossos problemas estarão resolvidos. Porém, posso afirmar que é um passo grande e indispensável para vermos muitas das mudanças que queremos.
Concluindo, quero agradecer a Deus pelas oportunidades que tenho recebido ao longo de minha carreira; à minha família pelo incentivo e compreensão; aos meus amigos pelas palavras de encorajamento e consolo quando necessário; aos meus professores, instrutores e tutores pelas reflexões e ensinamentos; aos meus alunos e ex-alunos pelos ensinamentos e momentos vividos. A todos vocês que ajuda(ra)m a moldar o profissional que sou hoje: MUITO OBRIGADO! Eu não seria quem eu sou sem vocês.

#EducationIsFreedom

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